Páginas

Tradutor

quinta-feira, 31 de agosto de 2023

Santos drone dji visão aérea praia.


 

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

A Verdadeira História de Hachiko ( o cão que esperava seu dono na estação de trem todos os dias... )




A Verdadeira História de Hachiko
Chu-ken Hachiko (o cachorro fiel Hachiko) nasceu em Odate, na província de Akita, no Japão em novembro de 1923. Em 1924, Hachiko foi enviado a casa de seu futuro proprietário, o Dr. Eisaburo Ueno, um professor do Departamento Agrícola da Universidade de Tóquio. A história dá conta de que o professor ansiava por ter um Akita há anos, e que tão logo recebeu seu almejado cãozinho, deu-lhe o de Hachi, ao que depois passou a chamá-lo carinhosamente pelo diminutivo, Hachiko. Foi uma espécie de ‘amor à primeira vista’, pois, desde então, se tornariam amigos inseparáveis! O professor Ueno morava em Shibuya, subúrbio de Tóquio, perto da estação de trem. Como fazia do trem seu meio de transporte diário até o local de trabalho, já era parte integrante da rotina de Hachiko acompanhar seu dono todas as manhãs. Caminhavam juntos o inteiro percurso que ia de casa à estação de Shibuya. Hachiko parecia ter um relógio interno, e sempre às 15 horas retornava à estação para encontrar o professor, que desembarcava do trem das 16 horas, para acompanhá-lo no percurso de volta a casa.



Em 21 de Maio de 1925, o professor Ueno sofreu um AVC, durante uma reunião do corpo docente na faculdade e morreu. Hachiko, que na época tinha pouco menos de dois anos de idade. No horário previsto, esperava seu dono pacientemente na estação. Naquele dia a espera durou até a madrugada. Na noite do velório, Hachiko, que estava no jardim, quebrou as portas de vidro da casa e fez o seu caminho para a sala onde o corpo foi colocado, e passou a noite deitado ao lado de seu mestre, recusando-se a ceder. Outro relato diz que como de costume, quando chegou a hora de colocar vários objetos particularmente amados pelo falecido no caixão com o corpo, Hachiko pulou dentro do mesmo e tentou resistir a todas as tentativas de removê-lo. Depois que o professor morreu a Senhora Ueno deu Hachiko para alguns parentes do que morava em Asakusa, no leste de Tóquio. Mas ele fugiu várias vezes e voltou para a casa em Shibuya, um ano se passou e ele ainda não tinha se acostumado à nova casa. Foi dado ao ex-jardineiro da família que conhecia Hachi desde que ele era um filhote. Mas Hachiko continuava a fugir, aparecendo frequentemente em sua antiga casa. Depois de certo tempo, aparentemente Hachiko se deu conta de que o professor Ueno não morava mais ali.


Todos os dias à estação de Shibuya para esperar seu dono voltar do trabalho, da mesma forma como sempre fazia. Procurava a figura de seu dono entre os passageiros, saindo somente quando as dores da fome o obrigavam. E ele fez isso dia após dia, ano após ano, em meio aos apressados passageiros. Estes começaram passaram então a trazer petiscos e comida para aliviar sua vigília. Em 1929, Hachiko contraiu um caso grave de sarna, que quase o matou. Devido aos anos passados nas ruas, ele estava magro e com feridas das brigas com outros cães. Uma de suas orelhas já não se levantava mais, e ele já estava com uma aparência miserável, não parecendo mais com a criatura orgulhosa e forte que tinha sido uma vez. Um dos fiéis alunos de Ueno viu o cachorro na estação e o seguiu até a residência dos Kobayashi, onde aprendeu a história da vida de Hachiko. Coincidentemente o aluno era um pesquisador da raça Akita, e logo após seu encontro com o cão, publicou um censo de Akitas no Japão. Na época haviam apenas 30 Akitas puro-sangue restantes no país, incluindo Hachiko da estação de Shibuya. O antigo aluno do Professor Ueno retornou frequentemente para visitar o cachorro e durante muitos anos publicou diversos artigos sobre a marcante lealdade de Hachiko.

Sua história foi enviada para o Asahi Shinbun, um dos principais jornais do país, que foi publicada em setembro de 1932. O escritor tinha interesse em Hachiko, e prontamente enviou fotografias e detalhes sobre ele para uma revista especializada em cães japoneses. Uma foto de Hachiko tinha também aparecido em uma enciclopédia sobre cães, publicada no exterior. No entanto, quando um grande jornal nacional assumiu a história de Hachiko, todo o povo japonês soube sobre ele e se tornou uma espécie de celebridade, uma sensação nacional. Sua devoção à memória de seu mestre impressionou o povo japonês e se tornou modelo de dedicação à memória da família. Pais e professores usavam Hachiko como exemplo para educar crianças. Em 21 de Abril de 1934, uma estátua de bronze de Hachiko, esculpida pelo renomado escultor Teru Ando, foi erguida em frente ao portão de bilheteria da estação de Shibuya, com um poema gravado em um cartaz intitulado “Linhas para um cão leal”. A cerimônia de inauguração foi uma grande ocasião, com a participação do neto do professor Ueno e uma multidão de pessoas.


Hachiko envelheceu, tornou-se muito fraco e sofria de problemas no coração (heartworms). Na madrugada de 8 de março de 1935, com idade de 11 anos e 4 meses, ele deu seu último suspiro no mesmo lugar onde por anos a fio esperou pacientemente por seu dono. A duração total de seu tempo de espera foi de nove anos e dez meses. A morte de Hachiko estampou as primeiras páginas dos principais jornais japoneses, e muitas pessoas ficaram inconsoláveis com a notícia. Um dia de luto foi declarado. Seus ossos foram enterrados na sepultura do professor Ueno, no Cemitério Aoyama, Minami-Aoyama, Minato-ku, Tóquio. Sua pele foi empalhado – para conservar-lhe as formas e submetido à substâncias que o isentam de decomposição, e o resultado deste maravilhoso processo de conservação está agora em exibição no Museu Nacional da Ciência do Japão em Ueno. Alguns autores dizem que Hachiko, esta no Museu de Artes de Tóquio. Durante a 2ª Guerra Mundial, para aplicar no desenvolvimento de material bélico, todas as estátuas foram confiscadas e derretidas, e, infelizmente, entre elas estava a de Hachiko.


Em 1948, a  entidade organizada em prol da recriação da estátua de Hachiko. Tekeshi Ando, o filho de Teru Ando foi contratado para esculpir uma nova estátua. A réplica foi reintegrada no mesmo lugar da estátua original, em uma cerimônia realizada no dia 15 de agosto.A estação de Odate, em 1964, recebeu a estátua de um grupo de Akitas. Anos mais tarde, em 1988, também uma réplica da estátua de Hachiko foi colocada próxima a estação. A história de Hachiko atravessa anos, passa de pai para filho, sendo até mesmo ensinada nas escolas japonesas – no início do século para estimular lealdade ao governo, e atualmente, para exemplificar e instilar o respeito e a lealdade aos anciãos. Na atualidade, viajantes que passam pela estação de Shibuya podem comprar presentes e recordações do seu cão favorito na Loja localizada no Memorial de Hachiko chamada “Shibuya No Shippo” ou “Tail of Shibuya”. Um mosaico colorido de Akitas cobre a parede perto da estação.

Todos os anos, no dia 8 de março. Ocorre uma cerimônia solene na estação de trem de Shibuya, em Tóquio. São centenas de amantes de cães que se reúnem em homenagem à lealdade e devoção de Hachiko. Ao nascimento de uma criança, a família recebe uma estatueta de Akita como desejo de saúde, felicidade e vida longa. O objeto também é considerado um amuleto de boa sorte. Quando há alguém doente, amigos dão ao enfermo esta estatueta, desejando pronta recuperação. Por causa desse zelo, o Akita se tornou Patrimônio Nacional do povo japonês, tendo sido proibida sua exportação. Se algum proprietário não tiver condições financeiras de manter seu cão, o governo japonês assume sua guarda.


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

A história do salário

                             Receber em troca do serviço não era uma regra...


Antes de a humanidade inventar a moeda, a remuneração do trabalho humano era feita com mercadorias, como carneiro, porco, sal e peles. A palavra salário, surgiu a partir da porção de sal que era dada como pagamento aos soldados na Roma antiga. Ao descobrir que o sal, além de ajudar na cicatrização, servia para conservar e dar sabor à comida, os romanos passaram a considerá-lo um alimento divino, uma dádiva de Salus, a deusa da saúde.


A ideia de que o trabalho deveria ser remunerado era inexistente. Na Idade Média, os servos, em busca de proteção, cultivavam a terra dos nobres, recebendo em troca apenas a possibilidade de tirar dela seu sustento. Mais tarde, com a criação das corporações de ofício, trabalhadores livres vendiam no mercado os produtos que produziam.


 O salário como remuneração que o trabalhador recebia pelo tempo e esforço gastos na produção de bens e serviços surgiu só na segunda metade do século 14, época marcada pelo declínio do poder feudal e pelo desenvolvimento de fortes nações-estado.


Com o capitalismo, tornou-se a forma predominante de pagamento da mão-de-obra. O trabalhador passou a ter poder de compra e mudou o modo como era visto pelas outras camadas sociais, que não poderiam mais subestimá-lo ou ignorar seu valor.


Ao contrário dos escravos, os servos não eram propriedade de ninguém. O senhor latifundiário só podia vendê-los junto com as terras onde eles já trabalhavam.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Cubo mágico ou Cubo Rubik



O Cubo de Rubik ou cubo mágico é um tipo de puzzle 3D, cujo objetivo é combinar todas as cores das pequenas peças que constituem o cubo, de modo que cada uma das 6 faces  acabe por ficar com apenas uma cor (cada face com sua respetiva cor, diferente da cor das outras faces). Portanto, num Cubo de Rubik existem 6 cores diferentes.


O Cubo de Rubik foi inventado pelo professor de arquitetura húngaro Ernő Rubik em 1974. Inicialmente este “quebra-cabeças” foi chamado de Cubo Mágico pelo seu inventor, mas mais tarde o fabricante de brinquedos Ideal Toy Company mudou o nome para Cubo de Rubik. Este cubo acabaria por se tornar um dos brinquedos mais populares do mundo.


Existem várias variantes deste jogo. As mais simples apresentam apenas duas linhas e duas colunas em cada face; as mais conhecidas apresentam três linhas e três colunas em cada face, sendo este o Cubo de Rubik original; porém existem outras muito mais complexas, que possuem mais linhas e colunas.


Com o intuito de resolver o Cubo de Rubik, têm sido desenvolvidas várias técnicas e métodos. Sem essas técnicas a resolução do Cubo de Rubik é ainda mais difícil de se conseguir. Para termos uma ideia, o Cubo de Rubik com três linhas e três colunas possui 43.252.003.274.489.856.000 combinações possíveis.


Se quiser tentar resolver o Cubo de Rubik no seu computador, fica aqui a sugestão de um bom programa que simula o cubo no seu computador: trata-se do Cubex. Este é um programa simples de manusear e que poderá fazer o download do programa para o seu PC. Para conhecer este programa, aceda ao artigo: http://www.webinfor.net/cubex-cubo-de-rubik/.
Para aceder ao site oficial do Cubo de Rubik, clique no link: http://www.rubiks.com/.

sexta-feira, 3 de março de 2017

A história do Carnaval

O carnaval é uma festa popular que surgiu ainda na Antiguidade com intuito de celebrar os deuses pagãos e a natureza. Foi reconhecida pela igreja e incluída no calendário cristão depois de muitos séculos, ainda hoje é comemorada no mundo inteiro. Possui características diferentes em cada país que o festeja.O carnaval comemorado no Brasil sofreu influência de uma festa de rua, de origem portuguesa, que consistia em jogar farinha, ovo e tinta nas pessoas. Porém, a comemoração também passou por mudanças por causa do folclore indígena e a cultura africana, trazida pelos escravos. Todos esses fatores culturais construíram um carnaval distinto em cada parte do Brasil. O Rio de Janeiro e São Paulo são famosos pelos desfiles das escolas de samba, na Bahia os trios elétricos atraem milhões de foliões todos os anos e em outros estados, como Pernambuco e Minas Gerais, o carnaval de rua é o mais popular.Existem outras formas tradicionais de passar o carnaval, que é a última festa antes da quaresma. No século XIII, os nobres franceses começaram a promover grandes festas onde era obrigatório o uso de máscaras e roupas luxuosas - os bailes - e provavelmente foi assim que surgiram as primeiras festas à fantasia. Essas festas logo ficaram populares entre as altas classes em toda Europa e se espalharam por todo o mundo, sendo comuns atualmente.  

A origem do carnaval é incerta, mas acredita-se que tenha surgido na Grécia por volta do ano 520 a.C. Era uma festa em que o vinho era fundamental e as pessoas se reuniam em nome do Deus Dionísio com a única intenção de se divertirem, celebrar a chegada da primavera e a fertilidade. Esse tipo de comemoração se tornou popular em Roma durante os primeiros séculos da era cristã.O nome Carnaval vem de “Carne Vale”, seu significado está ligado ao fato dessa festa pagã acontecer durante os três dias que antecedem a quaresma, um longo período de privação, portanto era como uma despedida dos pecados da carne. Esse nome surgiu depois que a celebração foi legalizada pela Igreja Católica para coibir o que a instituição classificava como celebração pecaminosa. Ou seja, a celebração tinha como objetivo principal extravasar e fazer tudo que durante a quaresma era proibido.Em 1545, depois do concílio de Trento, mudou-se o calendário de Juliano para Gregoriano e o Carnaval passou a ser uma data oficial para os cristãos. Dessa forma, é reconhecida como festa popular de rua que sofreu uma série de modificações culturais até chegar aos dias de hoje.


Como é calculado a data do Carnaval ? esse cálculo foi estipulado para que não houvesse coincidência com o dia da Páscoa Católica e para que essa ela não ocorresse no mesmo dia da Páscoa Judaica. Assim, ela começa com o equinócio de primavera, no hemisfério norte, a partir dele é preciso saber em qual dia será a primeira lua cheia, pois a páscoa é comemorada exatamente no domingo depois dessa lua. Ou seja, sabe-se que a terça-feira de carnaval é aquela que antecede a Páscoa em 47 dias. No Brasil, a data é comemorada no outono, então começa a contar a partir do dia 21 de março, dia do equinócio no hemisfério sul.



No Rio de Janeiro, um dos mais famosos do Brasil, é grande o apelo popular dos desfiles das escolas de samba de diversas regiões da cidade, principalmente das periferias, que todos os anos competem em desfiles monumentais, ao som dos sambas enredo. No sambódromo da Marquês de Sapucaí, projetado pelo famoso arquiteto Oscar Niemeyer e inaugurado na década de 80. Nesses desfiles, cada escola de samba tem que trabalhar um tema e cada ala desfila obedecendo a esse determinado tema.
O Carnaval de São Paulo é uma tradicional festa carnavalesca que ocorre todos os anos, os desfiles das escolas de samba paulistana que sempre acontece no Sambódromo do Anhembi, o carnaval é feito por  moradores de diversas regiões da cidade e também das periferias. Projetado pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer inaugurado na década de 90 . O desfile do Grupo Especial das escolas de samba de São Paulo acontece na sexta-feira e no sábado da semana do carnaval.


Em Nova Orleans, nos EUA, a festa carnavalesca é chamada de Mardi Gras por influência dos franceses que colonizaram a região no século XVII e levaram a tradição do carnaval. Hoje, trata-se de uma festa de rua que acontece no feriado da terça-feira gorda. As tradicionais bandas sempre desfilam nas ruas da cidade acompanhada de foliões fantasiados usando colares de continha e máscaras, que são as marcas registradas do carnaval de Nova Orleans.

O Carnaval de Veneza é o mais tradicional do mundo, tem sua origem no final da Idade Média, quando a cidade crescia por ter se tornado um centro comercial que ligava o Oriente e o resto da Europa. Várias culturas influenciaram os festejos na cidade. Mas foi no século XVII, que os integrantes da nobreza veneziana, vestindo-se com trajes luxuosos, adornavam-se com máscaras venezianas e chapéus para se misturarem ao povo nas ruas e também para ir aos bailes. As máscaras nobres são famosas ainda hoje no mundo inteiro e nunca deixaram de ser usadas na tradicional festa da Cidade, que começa dez dias antes da quarta-feira de cinzas. As pessoas costumam se divertir na Praça de São Marcos, a mais famosa, onde se reúnem pessoas do mundo inteiro.


Em Paris, o carnaval não tem mais a mesma importância que Máscara Carnaval tinha no passado, porém foi lá que surgiram os primeiros bailes à fantasia. A festa sempre foi mais elitizada do que em outros lugares do mundo. No século XIX, a burguesia ascendente viu nos grandes eventos carnavalescos oportunidade de tratar de negócios e, por isso eles tinham interesse em patrocinar esses bailes. O carnaval parisiense tem, então, uma característica mais cívica do que popular, pois atualmente as festas são organizadas para certos grupos e associações e, dessa forma, não é costume dos parisienses irem às ruas fazer folia.
A ideia dos bailes de carnaval é originária da França, com os nobres; era uma alternativa para festejar a data sem ir às ruas. No período renascentista na Europa, surgiu um tipo de teatro chamado Comedia dell' arte, tinha um estilo popularesco e personagens típicos que exerceram muita influência nas fantasias carnavalesca a partir desse período, ainda são muito comuns, como a colombina e o pierrô. O uso de máscaras e roupas para caracterizar esses personagens tão caricatos infiltrou-se na cultura europeia e também foi importado para o Brasil no século XIX. Nos carnavais contemporâneos, as mesmas fantasias ainda fazem muito sucesso nesses festejos.